terça-feira, 13 de abril de 2010

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E andas por aí dizendo que se tivesse sido comigo, teria sido diferente e displicente e cheio destas coisas de não duvidas e cheios destes meios e desculpas que me trazem fadigas imensas e não dirás muita coisa também, só encherá meu saco... Aí me virão imensos sermões de quem não conhece e que apertam a fala, o gatilho e me perguntarão se sairei no final de semana, como se eu tivesse espiríto urbanoide pra sair correndo a meia noite ligando pros amigos, vizinhos e qualquer coisa que me faça por os pés na rua. Não, eu não vou sair... Se encher meu saco, pego uma faca, uma navalha, uma linha retórica de faz de conta e tento o suicidio, se quiser me salvar, dengo, podes vir ... Mas, para mim é sempre casa, cigarro e coisas bem a menas, coisas que nem chegam longe demais, nem me desgastam demais, só me deixam vivos e exaustos da falta do que não me falta e sim, não ando com estas meias...
Então, tranquilize-se...
A paz chega sem muitas relutâncias, basta tirar a sandalia velha e ficar descalço. Uma nova requer bastante cuidado.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Divino"...

Eu não vou parar por aqui.
   Todas as pessoas têm me deixado cair e cair feio, fundo. Sem exageros da minha parte, mas eu não vou desistir de mim, ainda é muito cedo pra dizer que perdi alguma coisa.
   Tudo que tem ido, tem vindo pra mim em dobro, eu perdi tantos amigos que me eram bons e não ganhei nada em troca por ter dado o meu melhor. Magoei-me, chorei, gritei e segui em frente. Não é uma conclusão nova, mas quando se vive na prática você retoma tudo o que as pessoas – poetas, escritores, pais, avós, tios, padrinhos, vizinhos – te dizem: “Você sempre perde alguma coisa, mas ganham outras...” ou até mesmo o eterno: “Deus sabe o que faz...”.
    É verdade, tudo se perde um dia e qualquer perda magoa até mesmo as que queremos, talvez nem seja dor - a não ser que vejamos saudade como dor. Eu acredito que ainda existe tanta coisa boa andando por aí, tanta coisa que ainda me resta ver, tantas pessoas que acreditam em si e nos outros, que vêem a paz como a salvação pras pessoas que tem coração e pras que não tem também. Resta um pedacinho de fôlego no mundo, resta uma mão puxando tudo, restam gotas de água caindo do céu pra não termos cede, caos pra tirarmos lições, pessoas que se preocupam apenas em ajudar dentro das suas impossibilidades.
    Eu vejo pessoas pairando em cada alusão de um dia, eu vejo um mundo em que falta um empurrão pra ganharmos virtudes, eu vejo coisas horríveis no jornal e leio coisas maravilhosas em livros, aprendo coisas com a TV e vivendo, mas eu nunca, NUNCA vou despertar o mal que existe aqui. Eu vivo e não cedo e eu cedo pra poder viver. Faço o bem, faço casas, desfaço todas elas e as recrio todos os dias, alugo pessoas com péssimas intenções pra lhes dar consciência, eu sirvo ao mundo que eu quero pra mim e sirvo a mim mesmo por querer o bem independente de pra quem.
    Eu vivo acreditando nas pessoas, olhando de olhos fechados pra todas elas e vivendo com os olhos abertos pra dar a todas as que estão ao meu alcance. Eu vivo. Eu acredito e é exatamente por isso que só falta um pouquinho pra chegarmos lá...

Vai devagarzinho, mas vai... Esse pelo menos é um dos barcos que ninguém vai permitir afundar. Só depende de você, de mim, de nós... Faça e faça rápido, porque ninguém espera a morte pra exigir vida.